Interpretação de texto: Os jovens e a violência, vítimas ou vilões? – 8º ou 9º

Interpretação de texto: Os jovens e a violência, vítimas ou vilões? - 8º ou 9º

    Atividade de interpretação de texto, voltada a estudantes do oitavo ou nono ano do ensino fundamental, com questões baseadas no artigo “Os jovens e a violência: vítimas ou vilões? de Marcelo Andriotti .

    Esta atividade de português está disponível para download em modelo editável do Word, pronto para impressão em PDF e também a atividade respondida.



 

 

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ESCOLA:                     DATA:

PROF:                         TURMA:

NOME:

Os jovens e a violência: vítimas ou vilões?

    A cada dia vemos crescer em nossas cidades as estatísticas de jovens envolvidos em situações de violência. Basear o julgamento sobre a violência cometida por jovens no que ocorre atualmente no Rio de Janeiro – e em muitas outras cidades do Brasil – é, no mínimo, simplista de nossa parte e acaba eximindo a todos de uma ação realmente eficaz para a mudança de nossa realidade.

“Com justiça e igualdade acontecendo poderemos tentar descobrir quem é vilão e quem é vítima”

    Os jovens são, sim, vítimas, pois há décadas o Estado priva a maior parte da população do acesso à saúde, educação, cultura, saneamento básico e outros itens fundamentais à formação de um cidadão de excelência. Noções de valores como respeito, educação, cordialidade, entre outras, há muito tempo foram esquecidas ou menosprezadas. As cidades foram segmentadas entre os que têm e os que não têm direito a itens fundamentais para um desenvolvimento pleno e sadio. Foram divididas entre os que podiam tudo e os que não podiam nada. Tudo de melhor estava em uma parte da cidade e o restante ficava com o que sobrava. Quem tinha tudo esqueceu que a outra parte da população crescia e, mesmo sem uma educação de qualidade, começava a ter noções do que ocorria no resto do mundo graças à globalização e a difusão das informações. Começaram a querer essas coisas também. E, se não podiam tê-las pelas maneiras tradicionais, o fariam de alguma outra forma. Dariam um “jeito”, mesmo errado. Enquanto uns baseavam o seu ser naquilo que tinham, outros o fizeram através do poder, pela força bruta.

    Podemos pensar que são também vilões se lembrarmos que mesmo com tanta informação, bolsas, vagas gratuitas, cursos, um jovem escolhe ficar nas ruas assaltando, roubando e matando. Se há tantos exemplos de pessoas vencedoras que nasceram e cresceram em uma realidade de violência diária, escolher entre a ilusão de poder de chefiar um grupo em sua comunidade através da violência ou crescer na vida com esforço e trabalho parece uma decisão simples.

    E para quem nasceu com segurança, teve uma educação formal razoável e uma estrutura psicológica e familiar sólida. Porém, para quem cresceu e vive em total insegurança, em locais onde se dorme e acorda ao som de tiros, estuda – isso quando o professor consegue chegar até a escola – muitas vezes abaixado ou deitado no chão para se proteger de bala perdida, tem de esperar horas para ter acesso a tratamento médico e é humilhado por atendentes, seguranças e enfermeiros, no limite de suas condições humanas por causa do estresse, entre outras diversas questões, é difícil tomar a decisão mais correta e as escolhas feitas nem sempre são as melhores.

    Hoje temos diversas bolsas de auxílio para os jovens. Em cada comunidade há dezenas de projetos sociais que prometem mudar a vida das pessoas. Vende-se uma falsa ideia de que quem mora em uma favela tem direito a coisas que a classe média não tem.

    Claro, há, sim, dezenas de oportunidades para qualquer indivíduo, seja ele de onde for. Porém, nem todos cresceram em um ambiente que mostrasse o valor disso. Muitos cresceram ouvindo promessas e experimentando atividades que iniciavam e não acabavam, acostumaram-se a cursos e aulas dadas de qualquer maneira, sem despertar o real interesse dos alunos.

    Quando aprendermos a tratar a todos da mesma forma teremos uma sociedade mais justa e igualitária. Com justiça e igualdade acontecendo aí, sim, poderemos tentar descobrir quem é vilão e quem é vítima.

Marcelo Andriotti

www.gazetadopovo.com.br

 

Questões

Após a leitura do texto responda:

1) De acordo com o texto, a cada dia vemos crescer em nossas cidades as estatísticas de jovens envolvidos em situações de violência. Por que você acha que isso acontece?

R: 

 

2) Marcelo Andriotti apresenta dois pontos de vista em relação aos jovens serem vítimas ou vilões. Explique com suas palavras os argumentos usados por ele para justificar porque os jovens são vítimas.

R:

 

3) Explique os argumentos que Marcelo Andriotti utiliza para embasar sua tese de que os jovens também são vilões em relação aos atos de violência ocorridos no nosso país?

R:

 

4) Com qual ponto de vista você concorda? O que afirma que os jovens são vilões ou o que afirma que eles são vítimas? Por quê?

R: 

 

5) Qual é a dica que Marcelo Andriotti dá para que possamos descobrir quem é vilão ou vítima em relação aos atos de violência ocorridos pelos jovens em nosso país?

R: 

 

6) Você acha que o sol pode nascer para todos, ou seja, as boas oportunidades surgem para todos ou apenas para pessoas que nasceram em uma vida estruturada financeiramente? Explique.

R:

 

7) Você acha que a vida é feita de escolhas ou quando nascemos Deus já traçou um destino para cada um de nós? Comente.

R: 

 

8) Será que o homem é corrompido pela sociedade, por exemplo: se eu nasci no meio de pessoas corruptas , invejosas, rancorosas, amargas, fingidas, ladras, vou aprender a ser como elas ou não? Comente.

R: 

 

9) O que é violência para você? Explique.

R: 

 

10) Você já presenciou , viveu ou cometeu um ato de violência? Conte como foi.

R: 

 

11) Esse texto é um artigo de opinião. Qual é a sua opinião em relação a jovens se envolverem em atos de violências, que muitas vezes acabam matando pessoas inocentes?

R:

 

12) Você acha correto  meninos ou meninas de 12 a 18 anos portarem revólveres ou armas brancas? Comente.

R:

 

13) O problema de tanta violência em nosso país está em quem? Na sociedade ou nos governantes? Comente.

R:

 

 

 

Por Rosiane Fernandes Silva – Graduada em Letras

As respostas estão no link acima do cabeçalho.







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