Interpretação de texto: Beowulf e o dragão – 4º ano

Atividade de interpretação de texto: Beowulf e o dragão - 4º ano

   Esta é uma atividade de interpretação de texto voltada a alunos do quarto ano do ensino fundamental. O texto utilizado para esta interpretação é "Beowulf e o dragão".

   Esta atividade com as respostas estão disponíveis para download em Word (modelo que pode ser editado) e em PDF (pronto para imprimir).


 

 

 

 

   Baixe a atividade em:

 

 

ESCOLA:                                                          DATA:

PROF:                                                              TURMA:

NOME:

 

BEOWULF E O DRAGÃO

   Havia um rei dinamarquês que era valente na guerra e sábio nos tempos de paz. Vivia num castelo esplêndido. Recebia muitos convites e dava festas maravilhosas. Mas tudo isso era bom demais para durar eternamente.

   Um dia, no final de uma festa, todos ouviram um ruído estranho. Era o dragão Grandel,  que  saíra  do  lago  e  entrara  no  castelo.  Engoliu  o  primeiro  homem que encontrou e gostou tanto do sangue humano que atacou muitos outros. Deixou um rastro vermelho como marca de sua passagem.

   Desse dia em diante, a vida no castelo mudou completamente. O terrível Grandel aparecia todas as noites, matava os homens, bebendo seu sangue, e carregava o corpo para o lago.

   Nem mesmo os guerreiros mais fortes conseguiam vencê-lo, e o castelo acabou sendo abandonado.

   Depois de doze anos, esta história chegou aos ouvidos de Beowulf, um cavaleiro jovem e corajoso, capaz de vencer trinta homens ao mesmo tempo. Quando soube da desgraça que tinha se abatido sobre os súditos do rei dinamarquês, ficou comovido e não pensou duas vezes. Escolheu catorze combatentes e partiu para a Dinamarca.

   – Quem é você? – perguntou-lhe o rei.

   – Sou Beowulf, viemos libertá-lo do terrível Grandel.

   O rei sentiu o coração encher-se de esperança. Deu uma grande festa.

   Enquanto todos celebravam, um estranho assobio atravessou o castelo.

   As portas de ferro caíram por terra e o terrível Grandel entrou pela sala.

   Os olhos brilhavam, a boca cuspia fogo e as garras eram espadas que rasgavam o chão. Mas antes que ele conseguisse engolir um guerreiro, sentiu uma dor insuportável.

   Beowulf havia se lançado na direção do dragão e apertava sua garganta com uma força igual a de trinta homens. Grandel se retorceu, urrou, mas não conseguiu se soltar. Foi empurrado por Beowulf até o lago e morreu.

   O rei agradeceu ao herói e a vida voltou para o castelo. Mas no fundo do lago, uma velha feiticeira, a mãe de Grandel, resolveu vingar a morte de seu filho. Penetrou na grande sala do castelo e aprisionou o conselheiro do rei.

   – Caro Beowulf – disse o rei –, preciso novamente de sua ajuda.

   Nesse  mesmo  dia,  Beowulf  e  o  rei  montaram  a  cavalo  e  foram  até  o  lago.

   Boiando sobre as águas, estava a cabeça ensanguentada do conselheiro.

   Beowulf mergulhou imediatamente, até que chegou no antro dos monstros.Viu uma mulher horrorosa sentada em cima de ossadas humanas.

   Era a mãe de Grandel. A bruxa se atirou sobre ele. Beowulf foi mais rápido. Sua espada cortou a garganta da velha. Mas ela continuou a atacá-lo.

   Nisso, o cavaleiro avistou uma espada gigantesca. Agarrou-a e arrancou a cabeça da velha. Foi só então que ele viu, ao lado, o corpo monstruoso de Grandel. Beowulf também lhe cortou a cabeça e carregou-a até a superfície.

   Mas depois que Beowulf libertou a Dinamarca desse monstro sinistro, sentiu muitas  saudades  de  seu  próprio  país.  Seu tio havia acabado de morrer. E como ele era o único herdeiro, foi coroado rei. Governou durante cinquenta anos com sabedoria e justiça.

   Foi quando novamente recebeu notícias de que um dragão incendiava a Dinamarca. Não perdeu tempo. Convocou sua tropa e viajou para enfrentar o monstro.

   O animal o esperava.  De sua garganta saíam chamas envenenadas e uma fumaça verde.  Os cavaleiros de Beowulf apavoraram-se e fugiram; Beowulf viu-se só diante do monstro. Mas havia alguém a seu lado: Wiglaf, o mais jovem dos homens de sua tropa.

   Esquecendo-se da espada, Beowulf atacou o dragão com tanta força que nem parecia  que  havia  envelhecido.  O monstro grunhiu e o sangue escorreu do ferimento de sua garganta.  Mesmo assim Beowulf foi atingi-lo com o golpe mortal e percebeu que sua espada havia se partido ao meio.

   Estava condenado. Então ouviu uma voz:

   – Estou a seu lado, meu rei.

   Era Wiglaf, que imediatamente atacou o dragão, ferindo-o mortalmente.

   O dragão estendeu a pata e atingiu o rei com suas garras venenosas. Beowulf sentiu o veneno penetrar nas profundezas de seu corpo. Antes que a vida o deixasse, disse:

   – Eu te nomeio rei, fiel Wiglaf. E como prova disso, aqui está o meu anel.

   Estas foram as últimas palavras do célebre matador de dragões, Beowulf.

   Ele morreu tranquilo, porque sabia que seu sucessor era o mais corajoso de todos os homens, o melhor de todos os guerreiros, e que reinaria com justiça, trazendo felicidade a seu povo.

(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 99-100.)

 

QUESTÕES

1)    Qual é o título do texto?

 

2)    Qual é o tema principal do texto?

 

3)    Quantos e quais são os personagens?

 

 

4)    Onde se passa a história? Justifique sua resposta.

 

 

 

 

5)    Quem é o autor do texto?

 

6)    Quantos parágrafos há no texto?

 

7)    Em sua opinião de que época é esta história? Justifique sua resposta.

 

 

 

 

As respostas estão no link acima do cabeçalho.

 






Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *